Conferência em destaque na Revista Exame

9 de Outubro de 2019

A Conferência “O Gás Natural no Desenvolvimento Regional e na Transição Energética”, realizada no passado mês de setembro, continua a merecer destaque na imprensa nacional. A Revista Exame dedicou, na sua última edição, algumas páginas para analisar os principais temas que ali foram debatidos.

O referido artigo começa por destacar o papel crucial do gás na transição energética, reforçando que a descarbonizarão e a substituição de energias “sujas” por meios de produção mais “limpos” e eficientes é um dos requisitos para atingir a neutralidade até 2050.

Para José Mendes, secretário de Estado-Adjunto e da Mobilidade, “este é o combate do século mas, se nos distrairmos durante a próxima década, não haverá neutralidade carbónica em 2050. O gás natural renovável será a energia da transição com o papel principal. Vai-nos segurar até chegar o hidrogénio e aumentar a capacidade de armazenamento das renováveis.”

Uma opinião partilhada por Nuno Lacasta, presidente do Conselho Diretivo da Agência Portuguesa do Ambiente. “O gás já foi responsável pela transição energética na descarbonização quando grande parte dos países deixou de usar carvão em força. Agora é novamente central”, garante. “O gás será o combustível de escolha na indústria em 2030”.

João Jesus, diretor-geral da Dourogás GNV, acrescentou ainda o papel capital que o gás natural pode ter na mobilidade, na descarbonização do setor dos transportes. “A moldura legislativa é já hoje muito clara quanto aos combustíveis alternativos.”

Continuando a ler, destaque para o percurso da Dourogás, que entre 2016 e 2023, chegou a zonas do País onde, sem o gás natural, o desenvolvimento económico seria muito mais lento e difícil. “Sendo menos poluente, o gás natural permite um melhor desempenho económico e mais eficiência, tendo ainda a capacidade de incorporar gases renováveis, o que é verdadeiramente inovador”, afirma Nuno Moreira, CEO da Dourogás, que cumpre agora 25 anos.

João Manuel Esteves, presidente da Câmara de Arcos de Valdevez confirmou: “As pessoas hoje pagam menos e estão mais bem servidas. Para as empresas, nomeadamente, as indústrias, também é muito vantajoso.” Júlia Sequeira Rodrigues, presidente da Câmara de Mirandela, concorda. “Os benefícios são de caráter económico, social e ambiental.”

O artigo termina sublinhando que o desafio da neutralidade carbónica se torna ainda mais prioritário, tendo em conta que, até 2050, 70% da população mundial viverá em cidades, sobrecarregando o consumo energético.